23 de out. de 2012
Entrevista com Régis Montagna. Diretor Nacional de Criação da Agência Escala.
5 de jul. de 2011
Entrevista com Rodrigo Pinto.

1 de out. de 2010
Entrevista com a Technologica.

Luis Carlos Dias Pereira trabalha com produção de áudio há 30 anos. Diretor da Technologica Produtora de Áudio, premiada em 2010 como Melhor Desempenho em Produção Fonográfica pelo Colunistas RS. Felipe Pagnossim é engenheiro de som com 15 anos de experiência em produção de áudio e sócio-diretor da Technologica.
Atualmente, atendem clientes como RBS (Planeta Atlântida e Hagah), Gerdau, Via Marte, Cassol, Banrisul, Barra Shopping, Diário Gaúcho, SCA, entre outros.
Ambos estarão ministrando palestra promovida pelo CCCS, dia 6 de outubro, em Caxias do Sul. Não perca!
CCCS - O que é preciso ter em mente quando se busca uma boa produção de áudio?
Technologica - Primeiro um bom roteiro, depois a gente faz uma espécie de laboratório com a criação. Isso implica na escolha de vozes, trilha e timbres, que façam a pontuação e contem a história (com ou sem o auxílio do texto).
CCCS - Produção de áudio são mais ideia, mais técnica ou os dois na medida certa?
Technologica - Os dois, mas a ideia é fundamental.
CCCS - Vocês costumam “interferir” num trabalho - como um roteiro de áudio, por exemplo -, que vocês considerem que não é adequado para aquilo que a ideia se propõe?
Technologica - Não, no roteiro não. Nós nos preocupamos com a produção, com os detalhes, e se tivermos algumas sugestões certamente acrescentaremos.
CCCS - Quais são, na opinião de vocês, os erros mais comuns quando se trata de produzir um áudio?
Technologica - Acreditamos que a falta de ousadia e de criatividade. Vale ressaltar, também, que um fator limitante para uma boa produção de áudio, seja justamente o pouco investimento tanto de verba quanto de esforços. Não podemos pensar o áudio, apenas como a “musiquinha” ao fundo.
CCCS - Para aqueles que se interessarem pelo tema e quiserem conhecer mais a fundo o ramo, por onde começar?
Technologica - No próprio curso, buscando informações com os professores e solicitando a interação com profissionais de todas as áreas de interesse.
5 de ago. de 2010
Entrevista com Carlos Eduardo Palhares André.
Carlos Eduardo Palhares André, o Paulista, atua há mais de 12 anos nas áreas de planejamento e criação de agências de propaganda. Sócio e Diretor de Criação da HappyHouse Brasil, primeira agência de endomarketing do país, que atende clientes como: Vale, Philips, Lojas Renner, Amanco, Sistema FIRJAN, Randon, Braskem, AGCO, Gol, Seara, IBM, entre outras.
Acumula diversos prêmios: Top de Marketing RS 2001 - Categoria Novos Empreendimentos, Top de Marketing Nacional 2003 - Vale do Rio Doce 2003, Colunistas Brasil 2004 - Categoria: Case de Marketing do Ano, trabalho “O Nosso Brasil que Vale” (Vale do Rio Doce), New York Festival 2005 - Troféu de Prata na Categoria Relações Públicas, trabalho “O Nosso Brasil que Vale” (Vale do Rio Doce), ABERJE Sul 2005 - categoria: Vídeo de Comunicação Interna, trabalho: Vídeo Sistema Gerdau de Comunicação Interna, ABERJE Sul 2006 - categoria: Relacionamento com o Público Interno, trabalho: Sistema de Comunicação Interna, Case IABC Gold Quill Awards 2006 - Projeto Seis Veículos, Case IABC Gold Quill Awards 2007 - Projeto Universo Vale (Vale do Rio Doce).
Dia 11 de agosto, o Paulista vai estar em Caxias do Sul ministrando palestra promovida pelo CCCS. Não perca!
CCCS - Qual o objetivo principal do endomarketing, na sua opinião pessoal?
Paulista - Alinhar funcionários à estratégia da empresa na qual fazem parte.
CCCS - Sabemos que essa vai parecer uma pergunta descabida, mas perguntaremos mesmo assim: Endomarketing funciona? É possível realmente fazer mais e engajar colaboradores de forma a incrementar produção/vendas, torná-los extremamente compromissados e contribuir para superar as metas da empresa?
Paulista - Sim. Se levarmos para a vida pessoal fica mais fácil de entender. Todo mundo conhece alguém que não consegue ir em busca de metas e objetivos na vida, por simplesmente não ter definido quais são eles. Na empresa é da mesma forma. Como teremos funcionários engajados em cima de uma causa ou de um objetivo maior, se eles não souberem para onde a empresa pretende ir?
Fica claro a importância de compartilhar objetivos, metas e resultados. Técnicas e ferramentas de comunicação, conteúdo e forma de discurso podem contribuir significativamente para isso.
CCCS - Falando de forma geral, baseados nos seus clientes, como é a relação das empresas com o endomarketing atualmente? As empresas sempre tiveram consciência desta necessidade, ou é algo que aumentou nos últimos anos? É possível notar uma mudança de comportamento na tentativa das empresas de engajar seus colaboradores?
Paulista - Não tenho como negar que aumentou muito nos últimos anos. A disciplina do Endomarketing no Brasil é muito nova. Estamos falando de apenas 20 anos dos primeiros livros sobre o assunto no país. E desde então a demanda tem sido cada vez mais crescente. As empresas perceberam a necessidade de trabalhar o seu público interno para gerarem diferenciais.
CCCS - O que todo criativo tem que ter em mente quando for criar para o público interno?
Paulista - Primeiro que o que serve para uma empresa não serve para outra. Cada tipo de negócio tem suas particularidades, cada tipo de público interno tem um perfil diferente. Empresas até do mesmo segmento podem ter contextos, momentos e culturas também distintas. Ou seja, não existe forma de bolo.
Segundo que estamos falando de comunicação, de pessoas e de profissionais. Ou seja, todo conhecimento da área de propaganda é útil e bem-vindo. Mas as mídias são mais livre e flexíveis. Não existe os 30 ou 60 segundos. Se um jingle for importante para a estratégia desenhada, é bom estar preparado para criar uma música.
CCCS - Comunicação tradicional X novas tecnologias: Quem ganha dentro do endomarketing hoje em dia?
Paulista - Depende de empresa para empresa. Se estivermos falando de uma indústria muito provavelmente as mídias tradicionais ganhem, pois os funcionários de fábrica não terão muito acesso às novas tecnologia. Mas já se for uma empresa de serviço, a lógica pode se inverter.
No entanto, é possível agregar as novas tecnologias sempre. Seja como veículo de comunicação, ou ainda, como uma ação ou em peças de uma campanha, por exemplo, um papel que muda de cor conforme temperatura, uma peça interativa que exija olhar com óculos 3D.
CCCS - Ainda sobre novas tecnologias: É possível ser eficiente usando apenas ferramentas como a internet, por exemplo, em ações de endomarketing?
Paulista - Internet não. Intranet sim. Mais uma vez, dependendo do cliente e do seu negócio. Temos clientes em que todo público interno tem computador. Aí o desafio é outro: Como se destacar na mesma “mídia”?
CCCS - Quando uma empresa já trabalha com alguma agência, quem deve perceber que esta precisa de um trabalho de endomarketing, agência ou cliente?
Paulista - Tanto faz. Mas a minha experiência é de que quando uma empresa não quer ou não percebeu a necessidade, não adianta a agência querer. Não acredito no Endomarketing como uma ação isolada, mas sim algo sério e continuado. Por isso, decidiu fazer, saiba que dificilmente poderá parar.
CCCS - Na sua opinião, o endomarketing é mais importante agora do que era antigamente? Porque?
Paulista - Em função da dinâmica das relações entre funcionários e empresas e da competitividade não posso negar que hoje é mais importante. A grosso modo, antes bastava contratar a pessoa com o perfil adequado e as chances do funcionário permanecer até a aposentadoria eram enormes. Hoje, é preciso engajá-los e ter toda uma política de Recursos Humanos que passa por integração, reconhecimento, desenvolvimento, cultura organizacional, entre outros. E mesmo assim, funcionários e empresas ficaram juntos enquanto a relação for benéfica para ambos.
CCCS - Que dicas você pode dar para estudantes da área, no que diz respeito ao desenvolvimento de uma campanha de endomarketing?
Paulista - Além do que já foi dito, que antes de começar conheçam a empresa e o perfil de funcionários. Antes de buscar ações assertivas, é preciso buscar ações coerentes com a empresa e o seu cenário.
29 de abr. de 2010
Entrevista com Pedro Pletitsch.
Pedro Pletitsch é diretor de arte e professor da Miami Ad School ESPM. Com passagens pela Fischer America, Young & Rubican, Loducca, Colucci, McCann (Londres e Madri) e McCann SP, acumula prêmios como: Clube de Criação de São Paulo, ABP, Profissionais do Ano, Festival de Nova York, Archive, Graphis, Festival de Londres, Clio, Shots, Fiap, AD&D, One Show e Festival de Cannes. Em julho, Pedro Pletitsch estará em Caxias do Sul ministrando curso de criação promovido pelo CCCS.
CCCS - Como você entrou para o ramo da publicidade?
Pedro Pletitsch - Comecei de um jeito meio diferente. Um professor da faculdade, muito mais artista do que publicitário, passava algumas tarefas estranhas. Posters tridimensionais, embalagens para frutas, coisas meio malucas mesmo. Eu curtia a levava zilhões de idéias. Ele então me convidou pra trabalhar no seu estúdio, onde a gente ganhava uma miséria, fazendo capas de livro (devo ter feito mais de 200), brindes malucos e alguns projetos de ponto de venda. Depois de 4 anos nessa vida, uns caras da McCann ouviram falar das coisas doidas que fazíamos e nos chamaram pra conversar. Em meia hora, o VP de criação nos ofereceu um salário maravilhoso, pra gente fechar o estúdio e montar um departamento de Merchandising dentro da McCann. Em poucos meses percebemos que os clientes eram mais resistentes a novas idéias nessa área, do que no advertising. Então fui recebendo jobs de propaganda e a parte de merchandising foi morrendo naturalmente. Isso aconteceu em 1985, época ainda romântica da propaganda. Hoje acho que seria impensável esse tipo de coisa.
CCCS - O que você acha que é mais importante em um publicitário: Talento nato, criatividade ou experiência?
CCCS - Quais são os elementos que uma boa propaganda não pode deixar de ter?
Pedro Pletitsch - Bom argumento, relevância para o target, coerência com a verba do cliente e com tudo isso, ainda dar um susto nas pessoas.
CCCS - Num mundo cada vez mais visual, há quem diga que não há espaço para texto. O que você acha disso?
Pedro Pletitsch - Acho difícil comparar dessa forma. Imagens e textos são fundamentais, e apenas tem pesos diferentes dependendo do objetivo. As pinturas do renascimento mudaram o mundo tanto quanto a Bíblia de Gutenberg. Um filme da Apple é tão importante quanto a palestra do Steve Jobs. Como questionar a importância dos discursos do Obama?
CCCS - As novas tecnologias (e principalmente a internet com suas mídias sociais) estão mudando o comportamento dos consumidores. O que a empresa - e o publicitário - precisa ter em mente na hora de criar para essas novas mídias?
Pedro Pletitsch - Acho que a primeira coisa é ser honesto. Pra assumir que estamos todos aprendendo, e ninguém tem respostas seguras nesse novo mundo. Pra ouvir muito as pessoas do seu target antes de sair criando. Elas tem um poder imenso e respondem bem ou mal rapidamente. E pra ser transparente, assumindo riscos junto com o cliente, pois nesse universo, o controle sobre sua mensagem é muito restrito.
CCCS - Fazer apenas uma propaganda criativa hoje, não é suficiente. Você acha que hoje o publicitário precisa agregar mais funções do que antigamente? Publicitário, também tem que ser marketing, psicólogo, filósofo, administrador, vendedor...?
Pedro Pletitsch - Acho que os grandes publicitários sempre foram tudo isso e com mais dificuldade. Hoje, a informação está disponível para todos. Então essa multiplicidade acaba sendo exigida em todas as áreas, pois não é mais um diferencial só de quem pode comprar livros, por exemplo. No geral eu diria que quanto mais informacões pudermos absorver, melhor seremos. É sempre melhor termos muita informacão e utilizarmos uma parte, do que não ter nenhuma.
CCCS - A propaganda muda o consumidor, o consumidor muda a propaganda, os dois ou nenhum?
Pedro Pletitsch - Os dois, claro. Fazer um trabalho brilhante é muito difícil e fazer um trabalho popular também é. Imagine então fazer um trabalho popular e brilhante. Para mim, o trabalho desenvolvido para a cerveja Skol tem sido um exemplo de que isso é possível.
CCCS - Você vai dar um curso em Caxias do Sul em parceria com o CCCS sobre criação. Fale mais sobre como é este curso.
Pedro Pletitsch - É sempre um grande prazer trocar experiências com pessoas de outros mercados. Nesses mais de 20 anos de propaganda, tive a sorte e a oportunidade de trabalhar em grandes e importantes agências, no Brasil e na Europa. Com isso, tive a chance de conviver com grandes profissionais, e de participar de encontros, palestras e projetos em vários lugares do mundo, como Nova York, Londres, Madri e Milão, além de Cannes, onde existem palestras incríveis para apaixonados por propaganda. Tenho muita informação com qualidade e profundidade, que não dá pra simplesmente encontrar na internet. Reuni toda essa informação e organizei de uma forma linear e didática, tomando o cuidado de adaptar para a nossa realidade. Além de São Paulo, já dei esse curso em diversas cidades, e tem sido muito legal, pois nas avaliações que fazemos no final do curso, o índice de ótimo varia de 96% a 100%.
CCCS - O que é mais difícil, tornar um produto desinteressante atraente, vender uma idéia ousada para um cliente ou lidar com o ego de colegas de trabalho?
Pedro Pletitsch - Vamos por partes. O produto meia boca é o mais difícil. Claro que depende de cada caso, mas costuma funcionar melhor quando conseguimos encontrar, com honestidade, um argumento mais emocional, que justifique essa compra. Um daqueles doces vendidos na rua, nada saudáveis, mas que te lembram da infância, por exemplo. A idéia ousada é um pouco difícil e depende muito de o quanto você está preparado para vendê-la. Se você tem argumentos reais, e não achismos, diria que tem 20 % de chance. É pouco, mas se você não tem, sua chance é zero. O ego é o mais administrável. Existe uma teoria que diz que toda prepotência nada mais é do que um escudo para esconder uma fragilidade. Se você não tem nada a esconder, não entra nesse jogo. E como um prepotente só funciona com platéia, quanto menos gente assim, mais o clima melhora. E além do mais, a prepotência na propaganda tá bem fora de moda.
CCCS - A propaganda se transforma ao longo dos anos, acompanhando as mudanças tecnológicas e comportamentais. Qual será o futuro da propaganda, na sua opinião?
Pedro Pletitsch - Acredito que ninguém tem essa resposta, então o que nos resta é estarmos atentos e bem informados. Para nós da criação, a coisa me parece menos assustadora, pois as bases do nosso trabalho não devem mudar. As idéias boas, relevantes, coerentes e ousadas vão continuar vencendo, seja no folheto ou no filme pra celular, pois os meios mudam, mas as emoções das pessoas não. O mergulho no mar, o sorvete no calôr, o vinho na lareira e o Natal para as crianças, não vão morrer. Ainda bem.
10 de fev. de 2010
Entrevista com Gabriel Prehn Britto.

18 de dez. de 2008
Entrevista com Marcelo Firpo

Insubstituível from novacentro on Vimeo.
