Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens

23 de out. de 2012

Entrevista com Régis Montagna. Diretor Nacional de Criação da Agência Escala.


Graduado em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Experiência no mercado publicitário desde 1992, sendo 12 anos como diretor de criação das agências DCS e Escala. Foi finalista nos festivais de Cannes, Clio (EUA) e Art Director, de Londres. Possui várias peças publicadas pela revista alemã Archive. Foi Diretor de Arte do Ano em 1998 e escolhido como Diretor de Criação do Ano, pela ARP, em 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2010 no Salão da Propaganda Gaúcha. Premiado várias vezes no Festival Ibero Americano de Publicidad FIAP, Prêmio Colunistas, Festival Internacional de Gramado, Wave Festival, Prêmio Abril e Profissionais da Rede Globo. É coautor de dois livros que contêm a coletânea da campanha publicitária Bib's – O Escurinho do Cinema para a Companhia de Chocolates Neugebauer. Atendeu clientes como Grendene, Lojas Renner, Tramontina, Olympikus, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Banrisul, FIERGS, Azaléia/Vulcabrás, Banco Matone, Colcci, Coca-Cola Company, Prefeitura de Porto Alegre, Lojas Colombo, DETRAN RS, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Coca-Cola Clothing, Unisinos, Hospital Moinhos de Vento, UNIMED, Vonpar Alimentos, Magazine Luiza, Zero Hora, RBS TV, Grupo RBS Colégio Anchieta, Concessionárias VW do Rio Grande do Sul, Shopping Iguatemi Porto Alegre, entre outros.

Dia 08 de novembro, Régis vai estar em Caxias do Sul ministrando palestra promovida pelo CCCS em parceria da Semana das Comunicações da UCS. Não perca!

CCCS - Estou chegando na sua agência (Escala) para buscar uma vaga. O que eu
preciso mostrar para te convencer que eu mereço uma oportunidade?

Régis Montagna - Um trabalho só com raciocínio lógico, ideia forte e ótima apresentação.

CCCS - Você está em cima de um job, não consegue criar nada bom e o prazo tá se
esgontando: grita socorro, sai correndo ou apela pro santo?

Régis Montagna - Normalmente quando este momento chega, um plano B já foi separado
no início do processo.

CCCS - O que faz um campanha ser banal ou genial?

Régis Montagna - Pertinência, originalidade e execução.

CCCS - O que um criativo precisa para ser verdadeiramente criativo?

Régis Montagna - Curioso.

CCCS - Ser publicitário é...

Régis Montagna - Não dormir muito.

5 de jul. de 2011

Entrevista com Rodrigo Pinto.

Rodrigo Pinto é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-RS. Redator na Nova Forma, Centro de Propaganda, Standart, Ogilvy & Mather, Paim Lauter Macedo, Lew, Lara (SP), Loducca (SP), Africa (SP). Atualmente, sócio e Diretor de Criação da Paim.
Principais clientes atendidos: Lojas Renner, Nokia, Banco Real, Itaú, Peugeot, Natura, TIM, Walmart, Topper.
Principais prêmios: 2 Leões de Prata em Cannes, 1 Leão de Bronze em Cannes, finalista no London Festival, Finalista no Clio Awards, medalhas no Anuário do Clube de Criação de São Paulo, Prêmio Abril Região Sul, Medalha de Prata no FIAP, Profissinais do Ano Região Sul e Redator do Ano no Salão da Propaganda.

CCCS - Como você entrou para a propaganda?

Rodrigo Pinto - Entrei meio por acaso. Na verdade, passei na faculdade de jornalismo, mas, no terceiro semestre, uma colega que fazia PP perguntou se eu não queria trocar com ela. Aceitei.

CCCS - O que você acha que é mais importante em um publicitário: talento, criatividade ou experiência?

Rodrigo Pinto - Persistência.

CCCS - O que uma boa propaganda não pode deixar de ter?

Rodrigo Pinto - Entretenimento.

CCCS - As novas tecnologias estão mudando o comportamento dos consumidores. O que o publicitário precisa ter em mente na hora de criar para essas novas mídias?

Rodrigo Pinto - Uma grande idéia. Isso é o ponto de partida para qualquer tecnologia. Para qualquer mídia.

CCCS - A propaganda muda o consumidor, o consumidor muda a propaganda, os dois ou nenhum?

Rodrigo Pinto - Os dois. Desde que a propaganda seja verdadeira.

CCCS - A propaganda se transforma ao longo dos anos, acompanhando as mudanças tecnológicas e comportamentais. Qual será o futuro da propaganda, na sua opinião?

Rodrigo Pinto - Essa pergunta é para a Mãe Dinah, né? Difícil prever o futuro. Mas, a medida em que mais pessoas tem acesso ao consumo e que o comportamento dos consumidores se torna mais maduro, mais consciente, a propaganda se torna mais importante como instrumento de orientação e diferenciação.

CCCS - Você vai palestrar para o Clube de Criação de Caxias do Sul em agosto. Deixe aqui o seu recado.

Rodrigo Pinto - Façam perguntas. É bem mais fácil quando rola a interação de palestrante e platéia. E fica mais fácil também de eu responder à curiosidade de vocês.

1 de out. de 2010

Entrevista com a Technologica.

Luis Carlos Dias Pereira trabalha com produção de áudio há 30 anos. Diretor da Technologica Produtora de Áudio, premiada em 2010 como Melhor Desempenho em Produção Fonográfica pelo Colunistas RS. Felipe Pagnossim é engenheiro de som com 15 anos de experiência em produção de áudio e sócio-diretor da Technologica.

Atualmente, atendem clientes como RBS (Planeta Atlântida e Hagah), Gerdau, Via Marte, Cassol, Banrisul, Barra Shopping, Diário Gaúcho, SCA, entre outros.

Ambos estarão ministrando palestra promovida pelo CCCS, dia 6 de outubro, em Caxias do Sul. Não perca!


CCCS - O que é preciso ter em mente quando se busca uma boa produção de áudio?

Technologica - Primeiro um bom roteiro, depois a gente faz uma espécie de laboratório com a criação. Isso implica na escolha de vozes, trilha e timbres, que façam a pontuação e contem a história (com ou sem o auxílio do texto).


CCCS - Produção de áudio são mais ideia, mais técnica ou os dois na medida certa?

Technologica - Os dois, mas a ideia é fundamental.


CCCS - Vocês costumam “interferir” num trabalho - como um roteiro de áudio, por exemplo -, que vocês considerem que não é adequado para aquilo que a ideia se propõe?

Technologica - Não, no roteiro não. Nós nos preocupamos com a produção, com os detalhes, e se tivermos algumas sugestões certamente acrescentaremos.


CCCS - Quais são, na opinião de vocês, os erros mais comuns quando se trata de produzir um áudio?

Technologica - Acreditamos que a falta de ousadia e de criatividade. Vale ressaltar, também, que um fator limitante para uma boa produção de áudio, seja justamente o pouco investimento tanto de verba quanto de esforços. Não podemos pensar o áudio, apenas como a “musiquinha” ao fundo.


CCCS - Para aqueles que se interessarem pelo tema e quiserem conhecer mais a fundo o ramo, por onde começar?

Technologica - No próprio curso, buscando informações com os professores e solicitando a interação com profissionais de todas as áreas de interesse.

5 de ago. de 2010

Entrevista com Carlos Eduardo Palhares André.

Carlos Eduardo Palhares André, o Paulista, atua há mais de 12 anos nas áreas de planejamento e criação de agências de propaganda. Sócio e Diretor de Criação da HappyHouse Brasil, primeira agência de endomarketing do país, que atende clientes como: Vale, Philips, Lojas Renner, Amanco, Sistema FIRJAN, Randon, Braskem, AGCO, Gol, Seara, IBM, entre outras.

Acumula diversos prêmios: Top de Marketing RS 2001 - Categoria Novos Empreendimentos, Top de Marketing Nacional 2003 - Vale do Rio Doce 2003, Colunistas Brasil 2004 - Categoria: Case de Marketing do Ano, trabalho “O Nosso Brasil que Vale” (Vale do Rio Doce), New York Festival 2005 - Troféu de Prata na Categoria Relações Públicas, trabalho “O Nosso Brasil que Vale” (Vale do Rio Doce), ABERJE Sul 2005 - categoria: Vídeo de Comunicação Interna, trabalho: Vídeo Sistema Gerdau de Comunicação Interna, ABERJE Sul 2006 - categoria: Relacionamento com o Público Interno, trabalho: Sistema de Comunicação Interna, Case IABC Gold Quill Awards 2006 - Projeto Seis Veículos, Case IABC Gold Quill Awards 2007 - Projeto Universo Vale (Vale do Rio Doce).

Dia 11 de agosto, o Paulista vai estar em Caxias do Sul ministrando palestra promovida pelo CCCS. Não perca!


CCCS - Qual o objetivo principal do endomarketing, na sua opinião pessoal?

Paulista - Alinhar funcionários à estratégia da empresa na qual fazem parte.

CCCS - Sabemos que essa vai parecer uma pergunta descabida, mas perguntaremos mesmo assim: Endomarketing funciona? É possível realmente fazer mais e engajar colaboradores de forma a incrementar produção/vendas, torná-los extremamente compromissados e contribuir para superar as metas da empresa?

Paulista - Sim. Se levarmos para a vida pessoal fica mais fácil de entender. Todo mundo conhece alguém que não consegue ir em busca de metas e objetivos na vida, por simplesmente não ter definido quais são eles. Na empresa é da mesma forma. Como teremos funcionários engajados em cima de uma causa ou de um objetivo maior, se eles não souberem para onde a empresa pretende ir?

Fica claro a importância de compartilhar objetivos, metas e resultados. Técnicas e ferramentas de comunicação, conteúdo e forma de discurso podem contribuir significativamente para isso.

CCCS - Falando de forma geral, baseados nos seus clientes, como é a relação das empresas com o endomarketing atualmente? As empresas sempre tiveram consciência desta necessidade, ou é algo que aumentou nos últimos anos? É possível notar uma mudança de comportamento na tentativa das empresas de engajar seus colaboradores?

Paulista - Não tenho como negar que aumentou muito nos últimos anos. A disciplina do Endomarketing no Brasil é muito nova. Estamos falando de apenas 20 anos dos primeiros livros sobre o assunto no país. E desde então a demanda tem sido cada vez mais crescente. As empresas perceberam a necessidade de trabalhar o seu público interno para gerarem diferenciais.

CCCS - O que todo criativo tem que ter em mente quando for criar para o público interno?

Paulista - Primeiro que o que serve para uma empresa não serve para outra. Cada tipo de negócio tem suas particularidades, cada tipo de público interno tem um perfil diferente. Empresas até do mesmo segmento podem ter contextos, momentos e culturas também distintas. Ou seja, não existe forma de bolo.

Segundo que estamos falando de comunicação, de pessoas e de profissionais. Ou seja, todo conhecimento da área de propaganda é útil e bem-vindo. Mas as mídias são mais livre e flexíveis. Não existe os 30 ou 60 segundos. Se um jingle for importante para a estratégia desenhada, é bom estar preparado para criar uma música.

CCCS - Comunicação tradicional X novas tecnologias: Quem ganha dentro do endomarketing hoje em dia?

Paulista - Depende de empresa para empresa. Se estivermos falando de uma indústria muito provavelmente as mídias tradicionais ganhem, pois os funcionários de fábrica não terão muito acesso às novas tecnologia. Mas já se for uma empresa de serviço, a lógica pode se inverter.

No entanto, é possível agregar as novas tecnologias sempre. Seja como veículo de comunicação, ou ainda, como uma ação ou em peças de uma campanha, por exemplo, um papel que muda de cor conforme temperatura, uma peça interativa que exija olhar com óculos 3D.

CCCS - Ainda sobre novas tecnologias: É possível ser eficiente usando apenas ferramentas como a internet, por exemplo, em ações de endomarketing?

Paulista - Internet não. Intranet sim. Mais uma vez, dependendo do cliente e do seu negócio. Temos clientes em que todo público interno tem computador. Aí o desafio é outro: Como se destacar na mesma “mídia”?

CCCS - Quando uma empresa já trabalha com alguma agência, quem deve perceber que esta precisa de um trabalho de endomarketing, agência ou cliente?

Paulista - Tanto faz. Mas a minha experiência é de que quando uma empresa não quer ou não percebeu a necessidade, não adianta a agência querer. Não acredito no Endomarketing como uma ação isolada, mas sim algo sério e continuado. Por isso, decidiu fazer, saiba que dificilmente poderá parar.

CCCS - Na sua opinião, o endomarketing é mais importante agora do que era antigamente? Porque?

Paulista - Em função da dinâmica das relações entre funcionários e empresas e da competitividade não posso negar que hoje é mais importante. A grosso modo, antes bastava contratar a pessoa com o perfil adequado e as chances do funcionário permanecer até a aposentadoria eram enormes. Hoje, é preciso engajá-los e ter toda uma política de Recursos Humanos que passa por integração, reconhecimento, desenvolvimento, cultura organizacional, entre outros. E mesmo assim, funcionários e empresas ficaram juntos enquanto a relação for benéfica para ambos.

CCCS - Que dicas você pode dar para estudantes da área, no que diz respeito ao desenvolvimento de uma campanha de endomarketing?

Paulista - Além do que já foi dito, que antes de começar conheçam a empresa e o perfil de funcionários. Antes de buscar ações assertivas, é preciso buscar ações coerentes com a empresa e o seu cenário.

29 de abr. de 2010

Entrevista com Pedro Pletitsch.

Pedro Pletitsch é diretor de arte e professor da Miami Ad School ESPM. Com passagens pela Fischer America, Young & Rubican, Loducca, Colucci, McCann (Londres e Madri) e McCann SP, acumula prêmios como: Clube de Criação de São Paulo, ABP, Profissionais do Ano, Festival de Nova York, Archive, Graphis, Festival de Londres, Clio, Shots, Fiap, AD&D, One Show e Festival de Cannes. Em julho, Pedro Pletitsch estará em Caxias do Sul ministrando curso de criação promovido pelo CCCS.

CCCS - Como você entrou para o ramo da publicidade?

Pedro Pletitsch - Comecei de um jeito meio diferente. Um professor da faculdade, muito mais artista do que publicitário, passava algumas tarefas estranhas. Posters tridimensionais, embalagens para frutas, coisas meio malucas mesmo. Eu curtia a levava zilhões de idéias. Ele então me convidou pra trabalhar no seu estúdio, onde a gente ganhava uma miséria, fazendo capas de livro (devo ter feito mais de 200), brindes malucos e alguns projetos de ponto de venda. Depois de 4 anos nessa vida, uns caras da McCann ouviram falar das coisas doidas que fazíamos e nos chamaram pra conversar. Em meia hora, o VP de criação nos ofereceu um salário maravilhoso, pra gente fechar o estúdio e montar um departamento de Merchandising dentro da McCann. Em poucos meses percebemos que os clientes eram mais resistentes a novas idéias nessa área, do que no advertising. Então fui recebendo jobs de propaganda e a parte de merchandising foi morrendo naturalmente. Isso aconteceu em 1985, época ainda romântica da propaganda. Hoje acho que seria impensável esse tipo de coisa.

CCCS - O que você acha que é mais importante em um publicitário: Talento nato, criatividade ou experiência?

Pedro Pletitsch - Talento e esforço. Acho que na parte do talento não dá pra mexer. Nascemos com mais ou menos talento. Mas o esforço é nossa arma, ou seja, se vc tem menos talento, compense. Trabalhe mais. Já vi muita gente se dar muito bem com talento médio e muito esforço. E também gente muito talentosa não dar certo por preguiça.

CCCS - Muitas pessoas dizem que atualmente os consumidores se tornaram "imunes" à propaganda. Você concorda com essa declaração? A propaganda ainda faz diferença?

Pedro Pletitsch - As coisas estão se transformando em uma velocidade tão grande, que acho mais confortável dizer que a comunicação ainda faz diferença. Uma boa idéia, e é esse o nosso negócio, sempre vendeu, e sempre vai vender. Seja na TV, na internet, no celular ou no ponto de venda.

CCCS - Quais são os elementos que uma boa propaganda não pode deixar de ter?

Pedro Pletitsch - Bom argumento, relevância para o target, coerência com a verba do cliente e com tudo isso, ainda dar um susto nas pessoas.

CCCS - Num mundo cada vez mais visual, há quem diga que não há espaço para texto. O que você acha disso?

Pedro Pletitsch - Acho difícil comparar dessa forma. Imagens e textos são fundamentais, e apenas tem pesos diferentes dependendo do objetivo. As pinturas do renascimento mudaram o mundo tanto quanto a Bíblia de Gutenberg. Um filme da Apple é tão importante quanto a palestra do Steve Jobs. Como questionar a importância dos discursos do Obama?

CCCS - As novas tecnologias (e principalmente a internet com suas mídias sociais) estão mudando o comportamento dos consumidores. O que a empresa - e o publicitário - precisa ter em mente na hora de criar para essas novas mídias?

Pedro Pletitsch - Acho que a primeira coisa é ser honesto. Pra assumir que estamos todos aprendendo, e ninguém tem respostas seguras nesse novo mundo. Pra ouvir muito as pessoas do seu target antes de sair criando. Elas tem um poder imenso e respondem bem ou mal rapidamente. E pra ser transparente, assumindo riscos junto com o cliente, pois nesse universo, o controle sobre sua mensagem é muito restrito.

CCCS - Fazer apenas uma propaganda criativa hoje, não é suficiente. Você acha que hoje o publicitário precisa agregar mais funções do que antigamente? Publicitário, também tem que ser marketing, psicólogo, filósofo, administrador, vendedor...?

Pedro Pletitsch - Acho que os grandes publicitários sempre foram tudo isso e com mais dificuldade. Hoje, a informação está disponível para todos. Então essa multiplicidade acaba sendo exigida em todas as áreas, pois não é mais um diferencial só de quem pode comprar livros, por exemplo. No geral eu diria que quanto mais informacões pudermos absorver, melhor seremos. É sempre melhor termos muita informacão e utilizarmos uma parte, do que não ter nenhuma.

CCCS - A propaganda muda o consumidor, o consumidor muda a propaganda, os dois ou nenhum?

Pedro Pletitsch - Os dois, claro. Fazer um trabalho brilhante é muito difícil e fazer um trabalho popular também é. Imagine então fazer um trabalho popular e brilhante. Para mim, o trabalho desenvolvido para a cerveja Skol tem sido um exemplo de que isso é possível.

CCCS - Você vai dar um curso em Caxias do Sul em parceria com o CCCS sobre criação. Fale mais sobre como é este curso.

Pedro Pletitsch - É sempre um grande prazer trocar experiências com pessoas de outros mercados. Nesses mais de 20 anos de propaganda, tive a sorte e a oportunidade de trabalhar em grandes e importantes agências, no Brasil e na Europa. Com isso, tive a chance de conviver com grandes profissionais, e de participar de encontros, palestras e projetos em vários lugares do mundo, como Nova York, Londres, Madri e Milão, além de Cannes, onde existem palestras incríveis para apaixonados por propaganda. Tenho muita informação com qualidade e profundidade, que não dá pra simplesmente encontrar na internet. Reuni toda essa informação e organizei de uma forma linear e didática, tomando o cuidado de adaptar para a nossa realidade. Além de São Paulo, já dei esse curso em diversas cidades, e tem sido muito legal, pois nas avaliações que fazemos no final do curso, o índice de ótimo varia de 96% a 100%.

CCCS - O que é mais difícil, tornar um produto desinteressante atraente, vender uma idéia ousada para um cliente ou lidar com o ego de colegas de trabalho?

Pedro Pletitsch - Vamos por partes. O produto meia boca é o mais difícil. Claro que depende de cada caso, mas costuma funcionar melhor quando conseguimos encontrar, com honestidade, um argumento mais emocional, que justifique essa compra. Um daqueles doces vendidos na rua, nada saudáveis, mas que te lembram da infância, por exemplo. A idéia ousada é um pouco difícil e depende muito de o quanto você está preparado para vendê-la. Se você tem argumentos reais, e não achismos, diria que tem 20 % de chance. É pouco, mas se você não tem, sua chance é zero. O ego é o mais administrável. Existe uma teoria que diz que toda prepotência nada mais é do que um escudo para esconder uma fragilidade. Se você não tem nada a esconder, não entra nesse jogo. E como um prepotente só funciona com platéia, quanto menos gente assim, mais o clima melhora. E além do mais, a prepotência na propaganda tá bem fora de moda.

CCCS - A propaganda se transforma ao longo dos anos, acompanhando as mudanças tecnológicas e comportamentais. Qual será o futuro da propaganda, na sua opinião?

Pedro Pletitsch - Acredito que ninguém tem essa resposta, então o que nos resta é estarmos atentos e bem informados. Para nós da criação, a coisa me parece menos assustadora, pois as bases do nosso trabalho não devem mudar. As idéias boas, relevantes, coerentes e ousadas vão continuar vencendo, seja no folheto ou no filme pra celular, pois os meios mudam, mas as emoções das pessoas não. O mergulho no mar, o sorvete no calôr, o vinho na lareira e o Natal para as crianças, não vão morrer. Ainda bem.

10 de fev. de 2010

Entrevista com Gabriel Prehn Britto.

Gabriel Prehn Britto
Redator por 13 anos em agências como RBA, Dez Propaganda e SLM/Ogilvy. Desde o início de 2009 é Diretor de Criação da AG2 (afilhada Publicis), em Porto Alegre, criando para clientes como Bradesco, General Motors, Arno, C&A, Reebok, Vulcabrás/Azaleia e Bunge Alimentos.

CCCS - Começando com uma pergunta bem básica: Hoje você é diretor de criação, mas já foi apenas redator. Como era seu processo criativo? Como toda essa coisa de criar funcionava para você?

Gabriel Prehn Britto - Às vezes era legal, às vezes era um drama. Às vezes a ideia saía rapidamente, às vezes levava um tempão e nem saía. Aliás, ainda é assim, porque eu continuo sendo redator em alguns trabalhos. O processo criativo é o clássico: tentar se concentrar o máximo possível no assunto, ter um DA para debater, passar horas vendo livros para estimular e, se der sorte, ter a ideia logo para poder produzir rápido.

CCCS - Quais as características indispensáveis para um diretor de criação?

Gabriel Prehn Britto - Ter um saco enorme, saber lidar com pessoas, saber as horas certas de ser sério ou brincalhão, saber orientar, saber que vai ser requisitado a toda hora, ter bom-senso, ter assistido a “A Noite Americana” (François Truffaut) e gostado da vida de diretor de cinema.

CCCS - Você parece gostar bastante de viajar. Você acredita que exista diferença entre buscar referências diretamente "na fonte" e a pesquisa na internet?

Gabriel Prehn Britto - Claro que sim! Não existe nada mais inspirador do que conhecer algo ao vivo.

CCCS - Atualmente, com a ajuda da tecnologia, muita gente acha fácil fazer propaganda, embora se sabia que a realidade é um pouco diferente. Para trabalhar com publicidade é preciso talento nato ou dá pra aprender a fazer propaganda?

Gabriel Prehn Britto - É preciso ter uma mente criativa, e isso é talento. Tendo uma mente criativa, é possível orientá-la para a propaganda, com maior ou menor dificuldade.

CCCS - O que você acha que a propaganda brasileira tem de diferente - e positivo - em relação à outros países?

Gabriel Prehn Britto - O sol e o calor.

CCCS - Atualmente, muito da propaganda traz um maior apelo visual e as novas gerações estão lendo cada vez menos na internet (os jovens de hoje parecem não "conseguir" ler textos extensos), por isso algumas pessoas falam que texto está se tornando irrelevante. Você concorda com isso?

Gabriel Prehn Britto - Não concordo que ele seja “menos relevante”. Ele continua sendo fundamental em certas propostas. O que ele precisa ser, hoje, é mais simples, curto e direto.

CCCS - A propaganda mudou conforme os tempos foram passando e as tecnologias foram tornando possível a fabricação de diversos produtos em massa. Antes o foco era vender o produto. Qual o foco da propaganda hoje?

Gabriel Prehn Britto - Gerar emoção ligada à proposta do produto. Na verdade, isso ainda é vender o produto, mas sem falar tanto (ou tão abertamente) dele.

CCCS - O advento e a popularização da internet trouxeram uma série de novas formas de comunicação e interação com o público (propagandas animadas, marketing viral, mídias sociais, sites interativos). O que o criativo precisa ter em mente ao criar para este novo veículo (que, diferente dos outros, traz inúmeras possibilidades)?

Gabriel Prehn Britto - Precisa saber que é tudo comunicação. Que a internet é apenas um meio de espalhar o conceito, assim como as formas “tradicionais”. Não adianta fazer algo criativíssimo na web se não há ligação com o produto, óbvio. Tendo isso em mente (e muito bom-senso), vale tudo que puder ser feito com a verba do cliente.

CCCS - Você já criou para marcas grandes e pequenas. Qual o maior problema para o criativo: ter uma idéia genial para um produto sem muito apelo, decifrar um briefing mal feito, contornar problemas logísticos de uma campanha ou lidar com o ego de alguns clientes?

Gabriel Prehn Britto - O maior problema para o criativo é precisar ganhar dinheiro. Se não precisasse, seria uma maravilha.

CCCS - Para finalizar: a tecnologia sempre muda a forma como as pessoas vêem a propaganda e força a publicidade a tomar novos rumos. Qual, segundo sua opinião, é a tendência para a propaganda no futuro? Qual seria o próximo passo da evolução da propaganda?

Gabriel Prehn Britto - Ser cada vez menos invasiva, às vezes até imperceptível.

Em março, o Gabriel vai estar em Caxias do Sul para o próximo Pontapé do CCCS, com a palestra "Viaje nas ideias. Como as suas férias podem ajudar na sua criatividade.".

Saiba mais sobre o palestrante:

18 de dez. de 2008

Entrevista com Marcelo Firpo

Marcelo Firpo, diretor de criação da Novacentro, professor da escola de criação da ESPM e presidente por três anos do Clube dos Jovens Criativos do Rio Grande do Sul. Começou sua carreira na Escala, em 1991, e depois transferiu-se para a então recém-inaugurada Dez Propaganda, onde ficou por cinco anos, até a agência ter sido escolhida pela ABAP como “a melhor agência brasileira fora do eixo Rio/São Paulo”, em 1998. Participou como criativo de algumas campanhas memoráveis da propaganda gaúcha, como “Difícil mesmo é a vida, vestibular a gente dá um jeito”, para o Universitário; “A Vida por Todos os Lados”, para Zero Hora e “Você Sempre Volta Diferente de Uma Viagem”, para STB. Foi escolhido Profissional de Propaganda do Ano no Colunistas RS 2006, e presidente do júri do Salão da Propaganda no mesmo ano.

Confira a entrevista dele para o CCCS no site.


E aproveitem pra dar uma olhada no último comercial que fizeram.


Insubstituível from novacentro on Vimeo.

21 de ago. de 2008

Bem Vindo.

Esta é uma parte da entrevista concedida pelo Clube de Criação de Caxias do Sul para a TV UCS. Nela, foram esclarecidas algumas dúvidas sobre o Clube e a sua função na propaganda de Caxias. Maurício e Moreno, falam um pouco sobre as vantagens que os estudantes terão ao se associarem ao CCCS.