12 de abr. de 2010
Ibope radiografa imagem da publicidade no Brasil.
9 de abr. de 2010
8 de abr. de 2010
6 de abr. de 2010
Sexta tem encontro do CCCS.
5 de abr. de 2010
Parece mas não é.
Ao ler um artigo no M&M, eu me lembrei da discussão que vimos aqui durante a semana passada sobre chupadas. O autor, Hélio Mattar do Instituto Akatu, fala da origem da palavra ‘sincero’. Sincero quer dizer ‘sin cera’: “expressão usada para caracterizar a qualidade dos vasos de barro que não se romperam ao secar ao sol”. Por isso, não precisavam de cera, ou seja, de retoques para cobrir as imperfeições. Vivemos uma era em que ser íntegro, sincero e transparente é bem melhor do que sofrer a vergonha de alguém descobrir o que você fez. E isto é cada vez mais rápido e fácil. Acabou-se o tempo em que alguém dizia: “Ah, isso foi feito lá no Longistão em 2001, ninguém vai ver.” Mas vê sim. Com o mundo digital, já era.
Qualquer semelhança faz com que o internauta não acredite em mera coincidência. Faça um lançamento de carro com “Happy Together” (que pessoalmente adorei e ficava cantando) que um Kibeloco levanta a lebre de uma campanha de batata frita lá na Austrália. Aqui no Vale do Paraíba também é assim. Cópias de Anuário, Archive, American Logotypes, CCSP Online, Ads of the world… são coisas que vemos por aí com mais freqüência do que se imagina e que correm o risco de acabarem aparecendo aqui. O ctrl+c, ctrl+v não pode correr solto. Ser original dá tanto trabalho? A partir dessa, me vem uma série de perguntas: ‘Qual o limite entre a referência e cópia?’ ‘Até onde dá pra ir?’ ‘Plágio, fórmula pronta ou linguagem?’ A resposta é ‘depende’, claro. Vai do botãozinho lá dentro de cada um que já deveria vir de fábrica: o desconfiômetro. Ainda que fosse para resolver um job em 5 minutos, não existe crime maior ou menor, nem fins que justifiquem meios. Referências precisam ir além da própria Propaganda, ou corremos o risco de vivermos o mundo ao redor apenas de nossos umbigos.
Mas e as coincidências? Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Precisamos ter muito cuidado com clichês e recursos fáceis de uma propaganda autocentrada. Peças das quais se trocássemos os logos, pareceriam todas parte de uma mesma campanha. Pessoas felizes, famílias no parque, pessoas famosas sorrindo… me responda, quais são as diferenças entre os folhetos de empreendimentos imobiliários que você já viu? Provavelmente você se lembra de quem ousou e foi diferente. Essa é uma verdade que não se restringe a esse segmento exclusivamente, mas vou citar um exemplo. Eu me lembro de uma peça da Atributo em que fizeram um folheto em forma de disco de vinil, já há algum tempo, para um empreendimento. Com uma faca simples, mas que destoava dos demais. Eu queria ter feito aquilo.
Escrevi no comment da discussão que gerou a coluna de hoje que Briefings parecidos geram soluções parecidas. Passar segurança, credibilidade e confiança não é briefing, é condição, é premissa, senão ninguém compra de você. Cabe à equipe envolvida no job, independentemente do departamento, ver além do que é aparente e começar do começo já sendo criativo e observando o produto de maneira diferente. Ou correr o risco de fazer mais do mesmo.
Fonte: www.ccvp.com.br
1 de abr. de 2010
Mais uma desculpa para viajar.
Para quem não foi na palestra, um resumo da mesma, nas palavras do Gabriel Prehn Britto:
Viajar estimula a criatividade? Eu tinha certeza disso quando me propus a falar sobre o tema na palestra do CCCS, mas minha convicção era baseada exclusivamente em experiências pessoais. Sempre senti que voltava das viagens louco para fazer coisas novas, querendo mudar isso e aquilo. Porém, nunca havia encontrado (e nem procurado) nenhuma comprovação científica da minha pseudo-teoria. Era achismo brabo mesmo. Então fui atrás de algo com mais credibilidade do que eu, para não passar por charlatão na frente dos criativos de Caxias do Sul. Pesquisa aqui, clica ali, acabei encontrando a prova que faltava para saber que eu estava certo.


Por quê? Pelo óbvio. Viajantes vivem lidando com pontos de vista diferentes sobre assuntos idênticos, por isso percebem que existem formas diferentes de interpretação dos problemas. Sensacional, não? Mas o mais importante é que o mesmo estudo mostrou que a melhora no desempenho criativo está ligada ao grau de abertura do viajante às novas culturas com as quais entra em contato. Ou seja, pouco adianta você ir para a Cochinchina se insistir em ficar fechado no seu mundinho, sem procurar participar/entender a cultura local. Aliás, se for para isso, por que mesmo você viajou?

Com a ciência me dando apoio, me achei o máximo e saí atrás também de uma opinião filosófica para o assunto. Encontrei no papa dos preguiçosos: Domenico de Masi. Olha o que ele diz no excelente livro O Ócio Criativo: “Nós fomos primeiro nômades e depois nos tornamos sedentários. (…) Mas o antigo nômade que ainda vive dentro de nós não morre nunca, e, quando a gente menos espera, a sua inquietude neurótica desperta do sono para nos obrigar a sair pelo mundo. (…) O nômade (…) conserva um segredo de felicidade que o cidadão perdeu (…). Para reencontrar este segredo, os cidadãos são atiçados pelo demônio da viagem (…) usam como pretexto os negócios ou as férias. Fazem as malas e partem. (…) Mozart não fez outra coisa a não ser girar pelo mundo (…). Cada viagem contribuiu para enriquecer e refinar o seu espírito musical, até fazer dele o grande gênio que todos conhecemos.”
E a melhor parte do tio Domenico: “Mudar de lugar estimula a criatividade.” Um grand finale teórico perfeito para o que eu sempre senti na prática.
Fonte: www.oqueeufiznasferias.com.br







